Apresentação

nunca
me senti
tão
miserável

eu
não tenho
nada

pra dizer.

Dedicatória

Ao leitor
a carne
do poema
ao não-leitor
os ossos
do ofício.

In finita mente

os seres
as coisas
tudo
perecível

não cabe
no
instante
o amanhã

:
é imenso.

Quando deixa-se de amar...

Em parceria com a Loba/Euza Noronha

tem que
se recolher
dos espinhos
(a carne)

ainda resta
abrir
nos olhos
a alma

buscar
o amanhecer
dos dias
esquecidos

dentro
da noite
: fora
do sonho.

Objeto

quero
apenas
que
o poema
exista

e
funcione
um
instante

se
possível

que
não
o
decifrem.